Águas de Pina, Frida e Yemanjá

É um projeto cultural idealizado pelo artista Rafael Dias, que une criação, formação e difusão da Dança Contemporânea. A proposta inclui a criação e apresentação de um solo inspirado na coreógrafa Pina Bausch, na artista Frida Kahlo e na divindade afro-brasileira Yemanjá, fundindo referências artísticas e espirituais em uma performance imersiva, com uso de tecnologias digitais. Além do espetáculo, o projeto oferece um curso gratuito de Dança Contemporânea com duração de quatro meses, realizado em espaço público na cidade de Araras, democratizando o acesso à arte. Como culminância, será promovido um Festival de Dança aberto à comunidade, junto a uma live que visa desmistificar tabus sobre a dança contemporânea.

Justificativa do projeto:

A Dança Contemporânea, enquanto movimento artístico, desafia padrões estéticos e promove uma nova forma de expressão corporal, onde o corpo e a emoção estão no centro da criação artística. Referências teóricas como Rudolf Laban, Klauss Vianna, Isadora Duncan e Pina Bausch fundamentam essa proposta, enfatizando a importância da conexão entre o corpo, a mente e o ambiente em que a dança acontece. A coreógrafa Pina Bausch é um dos principais pilares dessa proposta, com sua abordagem inovadora na Dança-teatro, que combina elementos da Dança com o teatro para explorar profundamente as emoções humanas. Seus espetáculos, como Água e Café Müller, são grandes inspirações para este solo, trazendo à tona a interseção entre corpo, emoção e cenário. Essa fusão entre Arte e vida é uma forma de promover o autoconhecimento e a auto expressão. Frida Kahlo, por sua vez, tornou-se um ícone não apenas pelas suas obras de Arte, mas também por sua vida multifacetada e pelo exemplo de força e resiliência diante das adversidades. O quadro “O Que a Água Me Deu”, um autorretrato de 1938, será utilizado como inspiração na coreografia, unindo o universo das artes visuais com a dança para transmitir uma narrativa rica em simbolismo e emoções. Yemanjá, o orixá feminino das águas, representado em diversas culturas afro-brasileiras, é outro importante eixo deste projeto. A dança suave e fluida de Yemanjá simboliza o movimento contínuo e a força serena das águas, refletindo o equilíbrio e a ancestralidade. Incorporar essa espiritualidade na dança fortalece o diálogo entre corpo, natureza e transcendência, gerando uma experiência de cura e introspecção tanto para os dançarinos quanto para o público. A realização deste projeto é de suma importância para a cidade de Araras, visto que a Dança Contemporânea ainda é um movimento pouco difundido na região. A cidade carece de oportunidades de formação cultural voltadas para a Dança Contemporânea, especialmente em espaços públicos. Este projeto pretende não apenas apresentar um espetáculo de Dança, mas também criar oportunidades educativas e formar um novo público para essa expressão artística, preenchendo essa lacuna e ampliando o acesso à cultura. O curso de Dança Contemporânea de quatro meses será uma ferramenta poderosa para a formação de novos dançarinos e para a inclusão de pessoas que, em muitos casos, não teriam acesso a atividades artísticas. A proposta pedagógica do curso enfatiza que todo corpo pode dançar, derrubando barreiras preconceituosas e promovendo a autoestima e a auto expressão. Os participantes serão incentivados a explorar suas próprias potencialidades físicas e emocionais, em um ambiente inclusivo e transformador.

Objetivos do projeto:

Criar e apresentar um espetáculo solo de Dança contemporânea, inspirado nas obras de Pina Bausch, Frida Kahlo e Yemanjá, utilizando projeções tecnológicas e trilha sonora ao vivo com a participação de artistas locais.

Oferecer um curso gratuito de Dança Contemporânea para a comunidade de Araras, com duração de quatro meses, promovendo a formação de novos dançarinos e estimulando a reflexão sobre a diversidade corporal e a liberdade de expressão por meio da dança.

Realizar um Festival de Dança Contemporânea, como contrapartida ao final do curso, com apresentações abertas ao público em espaços públicos da cidade, criando uma conexão entre os alunos e a comunidade, além de fomentar a cultura local.

Democratizar o acesso à Dança Contemporânea, realizando o curso e o festival em espaços públicos, fortalecendo a ocupação desses locais por meio da cultura.

Promover a inclusão social e acessibilidade, com material didático em Libras e apostilas adaptadas com descrições corporais para pessoas com deficiência auditiva.